amor impróprio
É ser apaixonada pelo que não se possui, pelo que nunca se poderá possuir! É ser platónica exponencialmente, é ser solitária num mundo preenchido!
Como se não bastasse o amor que me tenho é quase inexistente, é tão raro e escasso que chego a perder-me nas suas ínfimas partes. Olho para mim e vejo uma poça de nada, encharcada de nada!
É este amor, este mau amor... imaturo e fraco, que me arrasta no chão! Doente e canceroso que me priva da falta de raciocínio ilógico! Este amor pálido e frio, sem sustentação!
Não há bondade nenhuma naquilo que faço!
Perdão, esqueci-me de ser apaixonante...
breve
Os dias estão maiores, as temperaturas indecisas, os odores pujantes e os adolescentes convertidos à idiotice do costume! Nada de relevante, aparentemente. A verdade é que eu não estou na pausa dos dias anteriores, estou ligeiramente diferente e importunada: com vontade de dizer o que não sinto.
Perdi-me, como é usual, nos meus silêncios; desaprendi o dom que já tive e, para colmatar, envolvi-me com um peregrino! Aqueles indivíduos devotos e crentes num andar divino, que justificam o cansaço com gratidão a promessas infundadas, sob a pena de castigo. Aquelas pessoas pequeninas, de cabeça quadrangular, muito recta e muito fina, uma linha!
Que pobresinha...
o meu melhor português
complicado
ela foi embora...

já vais?

Dizer-te adeus é renegar todos os meus sonhos e ir morrendo um pouco a cada dia. É esconder dentro de mim o que te disse um dia. É o pesadelo constante de te poder perder. É ter que guardar-te na lembrança, guardar na memória o presente que me foi arrancado e pagar tudo isso com lágrimas. É suportar o facto de ter o meu amor perdido em outro país. Por conseguinte a misericórdia não chega quando chamo por ela! Apenas posso ir rindo de mim mesma, por sofrer viva! Ver a felicidade nos outros, a partir do meu mundo perdido, é tão frustrante. Tenho aqui o meu coração para o levares, com ele nas tuas mãos vejo-o parar. Tontamente perco-me no teu olhar, parece que será a última vez na minha vida que o vou poder fazer. Sussurras-me que é a despedida. Dizes à tua princesa “logo, voltarei, logo estarei aqui”, mas a minha tristeza egoísta não te quer deixar ir. Respondo euforicamente “quero que me leves contigo, no galopar do teu cavalo”, quero também que repitas que sou a mulher com queres estar, que vais estar sempre do meu lado. Eu sei que feliz não estás, por isso leva contigo o meu sabor. Agora comigo só fica a ausência e a nossa dor, mas definitivamente o meu coração vai contigo!
“a despedida é uma dor tão suave que te diria boa noite até o amanhecer…” (Romeu e Julieta)
anseio o teu regresso, mesmo antes de partires
